Luís, Colares ??

Há momentos de espontaneidade que podem valer muito! Um deles foi sem dúvida aquele em que me voluntariei através da Para Onde? para ajudar num projeto cujo título me cativou logo: “PLANTAR PARA O FUTURO”. Achei que é algo que realmente precisamos de fazer, cada vez mais… Pensar a longo prazo e plantar, não só num sentido literal mas também em todos os outros aspetos da nossa vida, é a chave para cumprir os propósitos que são todos os dias defendidos na Quinta dos 7 Nomes e assim concretizar um futuro para nós e para as gerações vindouras.  E é com todos estes valores e com toda esta espontaneidade que se iniciou uma grande aventura de duas semanas com momentos incríveis, pessoas fenomenais e valiosas aprendizagens.  

Ainda antes de chegar à Quinta dos 7 Nomes conheci a Maria, coordenadora do voluntariado, uma pessoa super comunicativa, competente e aventureira, tornou-se uma grande amiga. Chegados e já com a tour feita pela Joana, responsável pela quinta, e uma pessoa super amável, conheci o Francisco que ia ser o meu parceiro voluntário. Com ele passei bons e intensos momentos em que ajudámos no que era necessário, apenas pelo prazer de contribuir para a manutenção de algo que queríamos que continuasse a gerar valor. Ao longo do tempo fomos conhecendo outras pessoas que nos ensinaram muito, que nos fizeram rir até rebentar e que essencialmente no seu conjunto nos mostraram espontaneamente como “PLANTAR PARA O FUTURO”.

Descobri que é bom não termos expectativas, desta forma deixar que tudo nos surpreenda, saber lidar com as situações no momento, abraçar a diferença e o inesperado mantendo uma perspetiva otimista mas realista das coisas. Isto foi a chave para nos ajudar a fazer sempre o melhor trabalho que conseguimos em cada momento. Assim alimentamos os animais, plantamos alface, courgette, beterraba…Limpamos e arranjamos o terreno os caminhos e os espaços comuns, pintamos de forma criativa, colocamos a lona e loteamos a zona de camping, aprendemos a fazer pão, cavámos a terra, preparámos a sala de aulas, compusemos o lago e ainda levámos o Bacon “Porco lindo” a passear. Sinto que fizemos a diferença, deixámos a Quinta dos 7 Nomes com a certeza de ter contribuído de forma positiva.

Para fazer a diferença não temos obrigatoriamente que sair do nosso país, onde vivemos também há pessoas a precisar de ajuda e projetos incríveis como este que precisam de voluntários com vontade de fazer o melhor por eles apenas esperando sair com a frase “Missão cumprida” nas suas cabeças. Foi tudo isto e “coisas que não se escrevem” que vivi com a experiência que a Para Onde? me proporcionou!